Este guia trabalha competências de português A2 através de situações da escola, da família e do quotidiano. Começa pelas estruturas e pelo vocabulário que ajudam a compreender mensagens; depois, aplica esses conhecimentos à leitura, à escrita e à comunicação oral. Cada conceito inclui uma explicação, um exemplo resolvido e um erro concreto a evitar. Os exemplos são originais e adequados a jovens.
Estruturas fundamentais do português
1. Concordância entre nome, artigo e adjetivo
O artigo e os adjetivos variáveis concordam com o nome em género e número. Aprende os nomes com o artigo, porque a terminação nem sempre permite descobrir o género. Alguns adjetivos, como «interessante», têm a mesma forma no masculino e no feminino, mas mudam no plural.
Exemplo resolvido: Um livro interessante passa a dois livros interessantes. Uma mochila vermelha passa a duas mochilas vermelhas: o artigo, o nome e o adjetivo acompanham o plural.
Erro a evitar: Escrever «duas mochila vermelho», sem ajustar o nome e o adjetivo.
Referência: CIPLE - Centro de Avaliação de Português Língua Estrangeira
2. Ser e estar em descrições simples
Usa ser para identificar, indicar origem ou atribuir uma característica; usa estar para localizar pessoas e objetos ou descrever um estado. A escolha depende do sentido pretendido, não apenas da duração: uma escola pode estar numa rua durante muitos anos.
Exemplo resolvido: «A Inês é portuguesa e é aluna desta escola. Hoje está cansada e está na biblioteca.» Ser apresenta a identificação; estar indica o estado e a localização.
Erro a evitar: Decidir entre ser e estar apenas pela regra de permanente ou temporário.
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3. Presente do indicativo e identificação do sujeito
O presente descreve hábitos e situações atuais. Nos verbos regulares, a terminação muda conforme o sujeito: estudo, estudas, estuda, estudamos, estudam. O sujeito pode ficar omitido quando a forma verbal ou o contexto o identifica. Mantém a mesma pessoa verbal dentro da frase.
Exemplo resolvido: «Eu estudo de manhã» pode tornar-se «Estudo de manhã». Para falar de duas colegas, diz «Elas estudam de manhã», porque o sujeito é plural.
Erro a evitar: Escrever «nós estuda», mantendo a forma do singular com um sujeito plural.
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4. Ter, haver e existir
Ter pode indicar posse; haver e existir podem indicar que alguma coisa está presente. No sentido de existência, haver é impessoal e fica no singular. Existir concorda com aquilo que existe. Esta distinção ajuda a descrever materiais, espaços e serviços sem confundir posse com presença.
Exemplo resolvido: «Tenho dois cadernos» indica posse. «Há dois computadores na sala» e «Existem dois computadores na sala» indicam existência, com construções gramaticais diferentes.
Erro a evitar: Escrever «hão dois computadores» quando haver significa existir.
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5. Palavras interrogativas e informação pedida
Cada palavra interrogativa orienta a resposta: quem pede uma pessoa; onde, um lugar; quando, um momento; quanto, uma quantidade ou preço; porquê, uma razão. Como pode perguntar pela maneira ou pelo estado. Identificar a informação pedida permite responder diretamente, mesmo com uma frase curta.
Exemplo resolvido: A «Onde estudas?» responde «Na escola do bairro». A «Porque chegaste tarde?» responde «Porque perdi o autocarro»: a segunda pergunta pede uma razão.
Erro a evitar: Responder com uma hora quando a pergunta começa por onde.
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6. Negação com não, nunca e ninguém
Não aparece normalmente antes do verbo. Nunca e ninguém também podem negar uma frase. Quando essas palavras aparecem depois do verbo, a construção habitual inclui não antes dele. A posição importa: «Ninguém veio» e «Não veio ninguém» exprimem a mesma ausência de pessoas.
Exemplo resolvido: «Nunca vou de bicicleta» e «Não vou de bicicleta nunca» são negativas. «Não vi ninguém no pátio» significa que não vi pessoa alguma.
Erro a evitar: Interpretar «não vi ninguém» como se duas palavras negativas tornassem a frase afirmativa.
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7. Preposições e contrações frequentes
As preposições ajudam a indicar localização, origem e destino. Muitas juntam-se ao artigo: em mais a forma na; de mais o forma do; a mais a forma à. Aprende estas combinações em expressões completas, porque a preposição também depende do verbo e do significado.
Exemplo resolvido: «Estou na escola, saio do ginásio e vou à biblioteca.» Na indica localização; do liga sair ao ponto de origem; à acompanha o destino indicado por ir.
Erro a evitar: Escrever «vou a a biblioteca» sem fazer a contração à.
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8. Demonstrativos e localização do referente
Os demonstrativos ajudam a identificar aquilo de que se fala. Numa situação presencial simples, este costuma apontar para algo perto de quem fala; esse, para algo perto de quem ouve; aquele, para algo mais afastado. As formas variam com o género e o número do nome.
Exemplo resolvido: Com um livro na mão, a Rita diz «Este livro é meu». Apontando para os livros na prateleira distante, diz «Aqueles livros são da biblioteca».
Erro a evitar: Usar «aquele mochila», sem concordar o demonstrativo com o nome feminino.
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9. Possessivos e identificação do dono
O possessivo concorda com a coisa possuída: meu livro, minha mochila, meus livros. Seu e sua podem ter vários referentes, dependendo do contexto. Quando o dono não está claro, dele, dela ou uma expressão com o nome da pessoa pode tornar a mensagem mais precisa.
Exemplo resolvido: «O Tomás trouxe a irmã e a sua mochila» pode deixar dúvidas sobre o dono. «O Tomás trouxe a irmã e a mochila dela» identifica a irmã como dona.
Erro a evitar: Escolher meu ou minha pelo género do dono, em vez do género do objeto.
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10. Pretérito perfeito para acontecimentos concluídos
O pretérito perfeito apresenta acontecimentos concluídos no passado. Expressões como ontem ou no sábado passado ajudam a situá-los. Aprende formas frequentes em contexto, incluindo fui, tive e fiz. Fui pode pertencer a ser ou a ir; o resto da frase esclarece o significado.
Exemplo resolvido: «Ontem fui ao parque e joguei à bola.» Fui significa desloquei-me, e joguei apresenta uma atividade concluída. Ambas as ações pertencem ao dia anterior.
Erro a evitar: Usar «ontem vou ao parque» quando pretendes contar uma deslocação já concluída.
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11. Ir mais infinitivo para planos
Para apresentar um plano, conjuga ir no presente e mantém o verbo principal no infinitivo: vou estudar, vamos visitar. O contexto pode indicar quando acontecerá a ação. Esta construção é frequente na comunicação quotidiana, mas anunciar um plano não significa que ele já se realizou.
Exemplo resolvido: «No domingo, vamos visitar a nossa avó.» Vamos concorda com nós; visitar fica no infinitivo. A visita está planeada para domingo, ainda não aconteceu.
Erro a evitar: Escrever «vamos visitamos», conjugando os dois verbos da construção.
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12. Conectores de adição, contraste e causa
E acrescenta informação; mas introduz contraste; porque apresenta uma causa. Por isso liga uma situação à sua consequência. Escolhe o conector pela relação entre as ideias. Uma frase gramaticalmente correta pode transmitir um sentido estranho se a ligação lógica não corresponder ao que queres dizer.
Exemplo resolvido: «Quero jogar, mas está a chover.» Há contraste. «Está a chover, por isso fico em casa.» Ficar em casa é apresentado como consequência da chuva.
Erro a evitar: Usar porque e por isso como se indicassem a mesma direção da relação.
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Vocabulário para situações do quotidiano
13. Relações familiares e identificação pessoal
Apresentar uma família exige indicar a relação entre pessoas, não apenas reconhecer palavras isoladas. Irmão, primo, tio e avô descrevem relações diferentes. Para a identificação pessoal, distingue nome, idade, nacionalidade e local de residência: morar num país não determina automaticamente a nacionalidade.
Exemplo resolvido: «A Leonor é filha da minha tia, por isso é minha prima. É francesa, mas mora em Braga.» A relação familiar é prima; a residência não altera a nacionalidade indicada.
Erro a evitar: Concluir que alguém é português apenas porque vive em Portugal.
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14. Rotinas escolares e frequência
As expressões de frequência mostram quantas vezes uma atividade acontece. Todos os dias indica uma rotina diária; às terças-feiras, uma repetição semanal; às vezes, uma ocorrência não regular. Distingue ter aulas de estudar: uma pessoa pode estudar em casa sem estar numa aula.
Exemplo resolvido: «Tenho natação às quartas-feiras e estudo português todos os dias.» A natação repete-se semanalmente; o estudo de português faz parte da rotina diária.
Erro a evitar: Interpretar «às quartas-feiras» como uma atividade que acontece apenas numa quarta-feira específica.
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15. Horas, datas e intervalos
Para compreender marcações, distingue a hora de início, a hora de fim e a duração. Na indicação de horas, meia corresponde a trinta minutos e um quarto a quinze. Expressões como das nove às onze delimitam um intervalo; até às onze indica um limite final.
Exemplo resolvido: Uma oficina decorre das 14h15 às 15h45. Começa às duas e um quarto da tarde e dura uma hora e trinta minutos.
Erro a evitar: Confundir «três e um quarto» com 3h45; a expressão corresponde a 3h15.
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16. Deslocação e relações no espaço
À direita e à esquerda dependem da orientação de quem segue as indicações. Em frente pode indicar posição ou continuação do percurso; ao lado descreve proximidade lateral. Distingue também o meio de transporte: ir a pé, de bicicleta ou de autocarro exige interpretar percursos e ações diferentes.
Exemplo resolvido: «Sai da escola, vira à esquerda e procura a papelaria ao lado da farmácia.» Primeiro escolhes a direção; depois identificas o destino pela relação entre os estabelecimentos.
Erro a evitar: Tratar «ao lado da farmácia» como uma instrução para entrar na farmácia.
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17. Alimentos, refeições e formas de preparação
Os nomes dos alimentos identificam ingredientes; palavras como cozido, assado e grelhado indicam formas de preparação. Pequeno-almoço, almoço e jantar identificam refeições, não pratos específicos. Para compreender uma ementa ou fazer um pedido, separa o alimento principal dos acompanhamentos e da bebida.
Exemplo resolvido: «Peixe grelhado com batatas cozidas e água» inclui peixe como alimento principal, batatas como acompanhamento e água como bebida. Grelhado descreve a preparação do peixe.
Erro a evitar: Interpretar uma forma de preparação, como assado, como se fosse o nome de um ingrediente.
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18. Preços, quantidades e comparações
Um preço pode referir-se a uma unidade, a um conjunto ou a uma quantidade de produto. Antes de calcular, identifica essa unidade. Mais barato e mais caro comparam preços; maior e menor comparam tamanho ou quantidade. Um produto maior pode custar mais sem ser mais caro por unidade.
Exemplo resolvido: Um caderno custa 2,40 €. Três custam 7,20 €. Se pagares com 10 €, o troco é 2,80 €, porque 10 menos 7,20 é 2,80.
Erro a evitar: Multiplicar um preço por unidade como se já fosse o preço do conjunto.
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19. Alojamento, divisões e objetos
Quarto pode ser uma divisão de uma casa ou um espaço reservado num alojamento. Cozinha, casa de banho e sala têm funções diferentes. Para descrever condições, distingue uma característica física de um serviço incluído: ter uma mesa no quarto não significa que as refeições estejam incluídas.
Exemplo resolvido: «O quarto tem duas camas. A casa de banho é partilhada e o pequeno-almoço está incluído.» Há duas camas, mas a casa de banho não é exclusiva desse quarto.
Erro a evitar: Interpretar partilhado como privado ou exclusivo.
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20. Descrever mal-estar e pedir ajuda
Para comunicar um problema de saúde, indica o que sentes e, quando relevante, onde: dói-me a cabeça, estou enjoado, magoei o braço. Estas frases descrevem sintomas, sem estabelecer um diagnóstico. Num problema urgente, uma mensagem simples pode pedir ajuda e indicar a localização.
Exemplo resolvido: «Não me sinto bem. Estou junto à entrada da escola. Pode chamar um adulto?» A mensagem apresenta o problema, localiza a pessoa e formula um pedido claro.
Erro a evitar: Transformar uma descrição de sintomas numa conclusão sobre uma doença ou num conselho de tratamento.
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Compreensão da leitura
21. Avisos: permissão, obrigação e proibição
Um aviso pode permitir uma ação, exigir uma condição ou proibir um comportamento. Observa o verbo e as condições: entrada permitida com cartão exige cartão; entrada proibida impede a entrada. Expressões como exceto e apenas limitam o alcance da informação e podem mudar a decisão correta.
Exemplo resolvido: «Biblioteca aberta aos alunos. Entrada apenas com cartão escolar.» Um aluno sem cartão não cumpre a condição indicada, mesmo pertencendo à escola.
Erro a evitar: Ler apenas «aberta aos alunos» e ignorar a condição introduzida por apenas.
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22. Horários e dias de funcionamento
Cruza sempre o dia pretendido com o intervalo de funcionamento. Um horário pode mudar ao sábado ou indicar encerramento num dia específico. A palavra diariamente sugere todos os dias; de segunda a sexta delimita os dias úteis dessa sequência. Não transportes o horário de uma linha para outra.
Exemplo resolvido: Um centro abre de segunda a sexta das 10h às 18h e ao sábado das 10h às 13h. No sábado às 15h, está fechado.
Erro a evitar: Aplicar o horário das 18h ao sábado, ignorando a informação específica desse dia.
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23. Recados: ação, destinatário e prazo
Num recado, identifica quem deve agir, o que deve fazer e até quando. A pessoa mencionada pode ser o destinatário, o autor ou alguém envolvido no pedido. Separar essas funções evita atribuir a tarefa à pessoa errada. O prazo pode aparecer numa hora, numa data ou numa expressão temporal.
Exemplo resolvido: «Duarte, entrega o desenho à professora antes do almoço. Beatriz.» Duarte deve entregar o desenho; a professora recebe-o; Beatriz escreveu o recado.
Erro a evitar: Concluir que Beatriz deve entregar o desenho só porque o nome aparece no fim.
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24. Percursos escritos e ordem das instruções
As indicações de um percurso formam uma sequência. Primeiro, depois e no fim organizam as ações; antes de e depois de relacionam uma mudança com um ponto de referência. Reconstruir o caminho pela ordem indicada ajuda a distinguir o destino dos lugares por onde apenas se passa.
Exemplo resolvido: «Passa a ponte e vira à direita depois do supermercado.» A viragem acontece após o supermercado, não imediatamente depois da ponte. O supermercado funciona como referência intermédia.
Erro a evitar: Virar antes do ponto indicado quando o texto diz depois de.
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25. Descrições de alojamento e condições de uso
Ao ler uma descrição de alojamento, separa localização, instalações e regras de utilização. Incluído indica algo abrangido pelo serviço descrito; disponível indica que existe, mas não esclarece necessariamente o preço. Uma condição sobre horários ou espaços partilhados deve ser lida juntamente com a característica anunciada.
Exemplo resolvido: «Cozinha disponível das 8h às 20h. Pequeno-almoço não incluído.» Existe cozinha com horário limitado, e o anúncio não inclui o pequeno-almoço no serviço indicado.
Erro a evitar: Concluir que disponível significa gratuito ou utilizável a qualquer hora.
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26. Ementas e composição de uma refeição
As secções de uma ementa organizam entradas, pratos principais, bebidas e sobremesas. Um preço pode aplicar-se apenas ao prato ou a uma combinação expressamente descrita. Lê os elementos ligados por com, inclui ou à escolha para determinar o que faz parte do pedido.
Exemplo resolvido: «Menu: sopa, prato principal e água — 9 €. Sobremesa — 2 €.» Menu e sobremesa custam 11 €, porque a sobremesa não está na lista dos elementos incluídos.
Erro a evitar: Supor que todos os elementos da ementa fazem parte do preço do menu.
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27. Anúncios de produtos e disponibilidade
Um anúncio pode apresentar preço, tamanho, cor e disponibilidade. Estas informações respondem a perguntas diferentes. Esgotado significa que o produto não está disponível no contexto indicado; por encomenda implica um pedido, em vez de entrega imediata. Não confundas uma característica anunciada com a existência de todas as variantes.
Exemplo resolvido: «Camisola azul: tamanhos S e M disponíveis; L esgotado.» A camisola azul pode ser comprada nos tamanhos S e M, mas o anúncio não oferece o tamanho L.
Erro a evitar: Escolher uma variante esgotada apenas porque a cor desejada aparece no anúncio.
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28. Campos de formulários e significado dos rótulos
Os rótulos de um formulário indicam o tipo de informação esperado. Morada pede um endereço; localidade pede uma povoação ou cidade; data de nascimento pede uma data pessoal. Distingue ainda nome próprio de apelido. Compreender cada campo evita colocar informação correta no lugar errado.
Exemplo resolvido: Para «Nome próprio: Eva; Apelido: Matos; Localidade: Faro», Eva é o nome próprio, Matos é o apelido e Faro identifica a localidade.
Erro a evitar: Preencher localidade com o número da porta ou com a nacionalidade.
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29. Notícias breves e legendas
Uma notícia breve costuma informar sobre um acontecimento: quem participou, o que aconteceu, onde e quando. Uma legenda pode identificar apenas a imagem, sem resumir toda a notícia. Distingue também acontecimentos realizados de iniciativas anunciadas: o tempo verbal ajuda a perceber se algo já ocorreu.
Exemplo resolvido: «A turma visitou o museu na terça-feira. A exposição continua aberta.» A visita já aconteceu; a exposição permanece aberta. Não se afirma que haverá outra visita da turma.
Erro a evitar: Transformar uma atividade passada num evento futuro por ignorar o verbo visitou.
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30. Referências e palavras desconhecidas no contexto
Pronomes e expressões como ele, ela ou esse lugar retomam informação anterior. Para identificar o referente, verifica o sentido e a concordância. Uma palavra desconhecida pode ser parcialmente compreendida pelas palavras próximas, mas evita atribuir-lhe um significado mais específico do que o texto permite.
Exemplo resolvido: «A Sara levou um casaco. Vestiu-o antes de sair.» O pronome o retoma casaco. Sabes que foi o casaco que ela vestiu, mesmo sem uma nova repetição do nome.
Erro a evitar: Associar um pronome ao nome mais próximo sem verificar o sentido da frase.
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Produção e interação escritas
31. Preencher uma ficha com os dados solicitados
Ao preencher uma ficha, coloca cada dado no campo correspondente e respeita o formato indicado. Uma data deve permitir distinguir dia, mês e ano; um campo de contacto pede o contacto solicitado, não uma descrição pessoal. Usa apenas os dados do exercício ou os que deves fornecer na situação.
Exemplo resolvido: Uma ficha pede «Data da atividade: dia/mês/ano». Para uma atividade marcada para 8 de abril de 2027, escreve 08/04/2027, em vez de apenas «abril».
Erro a evitar: Omitir o ano quando o campo pede uma data completa.
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32. Escrever um recado com uma ação concreta
Um recado eficaz permite ao destinatário saber o que deve fazer. Inclui a informação necessária à ação: objeto, lugar, momento ou pessoa, conforme o pedido. Podes usar frases curtas, mas evita referências vagas quando existem várias possibilidades. A assinatura ajuda a identificar quem enviou a mensagem.
Exemplo resolvido: «Olá, Tiago. Deixei o teu caderno azul na mesa da sala. Leva-o amanhã para a aula de português. Até amanhã, Lara.» O objeto, o lugar e a ação estão claros.
Erro a evitar: Escrever «leva aquilo amanhã» quando o destinatário não sabe a que objeto te referes.
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33. Organizar uma mensagem pessoal
Uma mensagem pessoal pode começar por um cumprimento, desenvolver o assunto e terminar com uma despedida. O conteúdo central deve corresponder ao objetivo: dar notícias, contar uma experiência ou responder a uma pergunta. A organização ajuda o leitor a distinguir a informação principal das fórmulas de abertura e fecho.
Exemplo resolvido: «Olá, Sofia! Estou a passar uns dias com os meus avós. Ontem fomos à praia e fizemos um piquenique. E as tuas férias? Um abraço, Miguel.»
Erro a evitar: Escrever apenas o cumprimento e a despedida, sem transmitir a notícia pedida.
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34. Fazer um convite completo
Um convite deve identificar a atividade e indicar os detalhes necessários para participar. Normalmente, é preciso dizer quando e onde. Se pedires confirmação, torna esse pedido explícito. Distingue o local do encontro do local da atividade quando forem diferentes, para evitar deslocações para o sítio errado.
Exemplo resolvido: «Queres ir ao cinema no sábado? Encontramo-nos às 14h30 à porta da escola e depois vamos juntos. Diz-me se podes.» A escola é o ponto de encontro.
Erro a evitar: Dar uma hora sem esclarecer se é a hora do encontro ou do início da atividade.
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35. Aceitar, recusar e propor uma alternativa
Ao responder a um convite, indica claramente se podes participar. Uma recusa pode incluir uma razão simples e uma alternativa, se quiseres manter a proposta. Uma alternativa deve ser apresentada como possibilidade, sem a tratar como acordo já confirmado. Evita respostas que deixem a decisão principal em aberto.
Exemplo resolvido: «Obrigada pelo convite. Na sexta-feira não posso, porque tenho treino. Podemos encontrar-nos no sábado?» A resposta recusa sexta-feira e propõe sábado, sem confirmar esse novo dia.
Erro a evitar: Escrever apenas «sábado é melhor» sem esclarecer a resposta ao convite original.
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36. Pedir informação com precisão
Um pedido escrito deve permitir saber qual é a informação em falta. Apresenta brevemente a situação e formula a pergunta correspondente. Se precisas de duas informações, podes fazer duas perguntas simples. A cortesia não substitui o conteúdo: «por favor» acompanha um pedido que precisa de ser compreensível.
Exemplo resolvido: «Olá, Marta. Faltei à aula de Ciências. Podes dizer-me quais são os exercícios para amanhã e em que página estão? Obrigado, André.» O pedido identifica a disciplina e a informação necessária.
Erro a evitar: Pedir «as coisas da aula» quando precisas especificamente dos exercícios e da página.
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37. Contar uma experiência numa sequência clara
Para contar uma experiência concluída, situa-a no tempo e apresenta as ações numa ordem compreensível. Primeiro, depois e no fim ajudam a construir a sequência. Usa o passado nas ações realizadas e distingue-as de comentários atuais, como «gosto desse lugar», que podem aparecer no presente.
Exemplo resolvido: «No domingo visitei um castelo com a minha família. Primeiro vimos o pátio, depois subimos à torre. No fim, tirámos uma fotografia. Gostei muito da vista.»
Erro a evitar: Mudar para o presente a meio da sequência sem uma razão que esclareça a mudança.
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38. Descrever uma pessoa ou um lugar
Uma descrição útil seleciona características que ajudam a identificar ou imaginar o referente. Para pessoas, distingue aparência, personalidade e atividades; para lugares, localização, dimensão e elementos existentes. Evita acumular adjetivos sem relação. Mantém claro de quem ou de que lugar estás a falar ao longo do texto.
Exemplo resolvido: «O meu primo tem cabelo curto e usa óculos. É simpático e gosta de desenhar.» As duas primeiras características descrevem a aparência; as seguintes apresentam personalidade e interesse.
Erro a evitar: Confundir uma preferência, como gostar de desenhar, com uma característica física.
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39. Ligar frases sem perder o referente
Um texto pode evitar repetições através de pronomes e conectores, desde que o leitor saiba o que cada expressão retoma. Quando aparecem várias pessoas, repetir um nome pode ser mais claro do que usar ele ou ela. A ligação entre frases deve preservar tanto o referente como a relação entre as ideias.
Exemplo resolvido: «A Rita encontrou a Leonor. A Leonor estava atrasada, por isso não ficou a conversar.» Repetir Leonor esclarece quem estava atrasada e quem não ficou.
Erro a evitar: Usar «ela» quando duas pessoas femininas podem ser o referente e o contexto não resolve a dúvida.
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40. Escolher o tratamento adequado ao destinatário
O tratamento muda conforme a relação com o destinatário. Entre amigos, tu e uma saudação informal são frequentes; num pedido a alguém com quem tens uma relação mais formal, uma formulação cortês pode ser mais adequada. Mantém coerência entre o tratamento, as formas verbais e a despedida.
Exemplo resolvido: A um colega: «Olá, Rui. Podes enviar-me a fotografia?» A uma pessoa responsável pela biblioteca: «Bom dia. Pode indicar-me onde está este livro?»
Erro a evitar: Alternar tu e uma forma verbal de terceira pessoa ao dirigir-te à mesma pessoa, sem motivo.
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Compreensão oral
41. Reconhecer a função de uma intervenção
Uma intervenção curta pode cumprimentar, agradecer, felicitar, pedir desculpa ou formular um desejo. Identifica a função pela situação e pela mensagem completa. A mesma palavra pode participar em funções diferentes; por isso, uma expressão isolada nem sempre permite decidir o que a pessoa está a fazer.
Exemplo resolvido: Ao ouvir «Conseguiste acabar o projeto! Parabéns!», identificas uma felicitação. A resposta adequada pode ser «Obrigado», porque o interlocutor reconheceu uma realização.
Erro a evitar: Interpretar qualquer ocorrência de obrigado como um pedido, em vez de verificar a função da intervenção.
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42. Identificar quem fala de quem
Numa conversa, distingue a pessoa que fala da pessoa descrita. Meu, teu, dele e os nomes próprios ajudam a reconstruir relações. Não assumes que uma profissão, idade ou preferência pertence ao falante apenas por aparecer na sua intervenção. Verifica sempre a expressão que apresenta essa informação.
Exemplo resolvido: «Tenho treze anos. A minha irmã tem dezasseis e gosta de teatro.» O falante tem treze anos; os dezasseis anos e o gosto pelo teatro pertencem à irmã.
Erro a evitar: Atribuir ao falante a idade da pessoa de quem ele está a falar.
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43. Distinguir números pela função e pelo contexto
Os números ouvidos podem indicar idade, preço, hora, quantidade ou identificação. Procura a unidade e a frase em que surgem. Se aparecem vários números, liga cada um à informação correspondente. Reconhecer corretamente o número não basta quando o exercício pergunta por outra quantidade da mesma mensagem.
Exemplo resolvido: «Somos quatro pessoas e cada bilhete custa três euros.» Quatro é o número de pessoas; três euros é o preço individual. O total dos bilhetes é doze euros.
Erro a evitar: Responder quatro euros porque quatro foi o primeiro número ouvido.
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44. Compreender mudanças de hora e de data
Uma mensagem pode apresentar uma marcação antiga e substituí-la por outra. Expressões como afinal, passou para ou em vez de ajudam a reconhecer a mudança, mas é preciso compreender a relação completa. Distingue a referência inicial da informação que fica válida no final da mensagem.
Exemplo resolvido: «A visita estava marcada para quarta-feira. Afinal, será na quinta-feira, às dez.» A marcação final é quinta-feira às dez; quarta-feira identifica o plano anterior.
Erro a evitar: Escolher a primeira data mencionada sem considerar a alteração anunciada depois.
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45. Seguir instruções orais de percurso
Num percurso oral, associa cada ação ao seu ponto de referência: virar numa esquina, atravessar uma praça ou continuar até uma paragem. A sequência é tão importante como as palavras de direção. Se uma referência marca o fim de uma etapa, não a confundas automaticamente com o destino final.
Exemplo resolvido: «Segue até à fonte, vira à direita e entra no segundo edifício.» A fonte marca a viragem; o destino é o segundo edifício depois dessa mudança.
Erro a evitar: Parar na fonte e tratá-la como destino apenas por ser o primeiro lugar mencionado.
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46. Distinguir descrição, pedido e instrução
Uma pessoa pode descrever o que faz, pedir uma ação ou explicar como realizar uma tarefa. O verbo, a entoação e o contexto ajudam a distinguir essas funções. Uma pergunta com podes pode funcionar como pedido, em vez de procurar apenas informação sobre a capacidade física do interlocutor.
Exemplo resolvido: «Podes fechar a janela, por favor?» é um pedido para fechar a janela. «A janela está fechada» descreve uma situação e não pede uma ação.
Erro a evitar: Responder apenas «sim, consigo» a um pedido claro de ação, sem reconhecer a intenção.
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47. Compreender negações e correções
Uma correção oral pode rejeitar uma informação e apresentar outra. Ouve o segmento negativo juntamente com a substituição. Nem todas as alternativas mencionadas são válidas. Expressões como não é ou queria dizer ajudam a localizar a correção, mas a resposta depende do conteúdo que a pessoa confirma.
Exemplo resolvido: «O ensaio não é na sala cinco; é na sala seis.» A sala cinco é rejeitada e a sala seis é confirmada como local do ensaio.
Erro a evitar: Selecionar sala cinco apenas porque foi a primeira sala mencionada.
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48. Distinguir convite, intenção e acordo
Um convite propõe uma atividade; uma intenção apresenta o que alguém pensa fazer; um acordo resulta de uma resposta que confirma a proposta. Expressões como talvez ou ainda não sei deixam a participação incerta. Não transformes uma possibilidade ou uma pergunta num plano confirmado por todos.
Exemplo resolvido: «Queres vir ao parque?» «Talvez, tenho de perguntar em casa.» Existe um convite, mas a segunda pessoa ainda não confirmou que vai.
Erro a evitar: Concluir que ambos vão ao parque quando a resposta mantém a participação em aberto.
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49. Separar opinião, sentimento e informação factual
Uma opinião apresenta uma avaliação; um sentimento descreve uma reação pessoal; uma informação factual afirma algo sobre a situação. Numa conversa simples, estes elementos podem aparecer juntos. Gostar de um acontecimento não prova que todas as suas características sejam positivas, e uma crítica não implica rejeição de tudo.
Exemplo resolvido: «O filme durou duas horas. Gostei da história, mas achei o final triste.» A duração é informação factual; gostar da história é avaliação; triste caracteriza a impressão do final.
Erro a evitar: Concluir que a pessoa não gostou do filme apenas por considerar o final triste.
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50. Extrair a ação necessária de uma mensagem telefónica
Uma mensagem telefónica simples pode identificar quem liga, explicar o motivo e pedir uma resposta ou uma ação. Distingue a informação de contexto da tarefa solicitada. Se a mensagem inclui hora e lugar, verifica a que ação pertencem, especialmente quando há mais de uma pessoa envolvida.
Exemplo resolvido: «Olá, é a Joana. Deixei o livro na biblioteca. Podes ir buscá-lo antes das cinco e depois ligar-me?» Há duas ações pedidas: recolher o livro e ligar à Joana.
Erro a evitar: Interpretar o nome da biblioteca como local onde deves encontrar a pessoa que telefonou.
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Produção e interação orais
51. Apresentar-se com informação pertinente
Uma apresentação pessoal pode incluir nome, idade, residência, estudos e interesses. Seleciona a informação que responde à pergunta feita. Uma resposta curta pode ganhar clareza com um detalhe relacionado, sem mudar de assunto. Distingue o lugar onde moras do lugar de onde és quando essa diferença for relevante.
Exemplo resolvido: À pergunta «Onde moras?», responde «Moro em Setúbal com a minha família. A minha escola fica perto de casa». A resposta dá a localização e acrescenta um detalhe relacionado.
Erro a evitar: Responder apenas com os teus passatempos quando te perguntam onde moras.
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52. Fazer perguntas que permitam continuar a conversa
Uma pergunta adequada acompanha o assunto e pede informação que o interlocutor pode dar. Perguntas com gostas de podem iniciar uma conversa; perguntas com qual, quando ou porquê permitem acrescentar detalhes. Evita juntar muitas perguntas numa única intervenção, porque pode ficar pouco claro a qual devem responder.
Exemplo resolvido: «Gostas de desporto?» «Sim, jogo basquetebol.» «Quando tens treino?» A segunda pergunta aproveita a resposta anterior e desenvolve o mesmo assunto.
Erro a evitar: Mudar imediatamente para um assunto sem relação, ignorando a informação que o interlocutor acabou de dar.
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53. Responder e devolver a vez de falar
Numa interação, a resposta deve relacionar-se com a intervenção anterior. Depois de responder, podes acrescentar um detalhe ou fazer uma pergunta recíproca. Isso permite que ambos participem. Expressões como e tu ajudam a devolver a palavra quando a mesma pergunta também faz sentido para a outra pessoa.
Exemplo resolvido: «O que fazes ao fim de semana?» «Costumo andar de bicicleta com o meu irmão. E tu?» A resposta apresenta uma atividade e convida o interlocutor a participar.
Erro a evitar: Fazer uma pergunta recíproca sem primeiro responder à pergunta que recebeste.
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54. Pedir repetição e esclarecer uma informação
Se não compreendes uma intervenção, pede repetição ou identifica o elemento em dúvida. Podes solicitar que a pessoa fale mais devagar ou confirmar uma interpretação. Uma pergunta específica, como «Disse terça ou quinta?», permite resolver a dúvida com mais precisão do que uma reação sem conteúdo.
Exemplo resolvido: «Desculpe, pode repetir a hora?» Depois de ouvir «quinze horas», confirma: «Então, é às três da tarde?» A confirmação mostra qual foi a tua interpretação.
Erro a evitar: Fingir que compreendeste e continuar com uma hora inventada.
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55. Pedir indicações e confirmar o destino
Ao pedir um percurso, identifica o destino e, quando necessário, o meio de deslocação. Uma indicação para ir a pé pode ser diferente de uma viagem de autocarro. Depois de ouvir a resposta, confirma um ponto importante, como a direção da primeira viragem ou a paragem onde deves sair.
Exemplo resolvido: «Como posso ir a pé para o museu?» Depois da explicação: «Viro à esquerda depois da praça, certo?» A pergunta inicial define o destino e a deslocação a pé.
Erro a evitar: Pedir apenas «Como vou para lá?» quando o interlocutor não sabe qual é o destino.
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56. Pedir um produto e comparar opções
Numa compra simples, indica o produto e as características necessárias, como tamanho ou cor. Para comparar opções, pergunta pelo preço ou por uma diferença concreta. Se o produto pedido não estiver disponível, podes perguntar por uma alternativa, sem presumir que ela existe ou tem o mesmo preço.
Exemplo resolvido: «Tem esta camisola no tamanho M? Quanto custa a azul? E a verde?» Se a azul custa 12 € e a verde 15 €, a azul é 3 € mais barata.
Erro a evitar: Aceitar uma alternativa sem esclarecer uma característica que era essencial ao teu pedido.
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57. Pedir uma refeição e esclarecer o pedido
Para pedir uma refeição, identifica o prato, a bebida e qualquer informação que precises de confirmar. Podes perguntar pelos ingredientes ou pelo acompanhamento, sem tirar conclusões a partir do nome do prato. Se houver um erro no pedido, descreve a diferença de forma simples e cortês.
Exemplo resolvido: «Queria a sopa e o arroz de legumes, por favor. O arroz vem com salada?» Se chega outro prato: «Desculpe, pedi o arroz de legumes, mas trouxe peixe».
Erro a evitar: Supor que um ingrediente está ausente apenas porque não aparece no nome do prato.
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58. Fazer perguntas e observações sobre alojamento
Numa situação simples de alojamento, pergunta por condições concretas: número de camas, horário das refeições ou localização da casa de banho. Para comunicar um problema, identifica o objeto ou serviço e descreve o que acontece. Uma observação factual permite compreender o pedido sem exigir explicações longas.
Exemplo resolvido: «A que horas é o pequeno-almoço?» Para um problema: «Desculpe, a luz do quarto não acende. Pode ajudar?» A primeira frase pede um horário; a segunda descreve uma dificuldade.
Erro a evitar: Dizer apenas «o quarto está mal», sem identificar o problema que precisa de atenção.
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59. Pedir informação ou ajuda num serviço
Num posto de informação ou serviço público, apresenta o objetivo e pergunta pelo passo necessário. Não precisas de conhecer toda a organização do serviço para fazer um pedido simples. Se procuras ajuda, explica brevemente a situação para que o interlocutor saiba que informação ou encaminhamento precisas.
Exemplo resolvido: Nos correios: «Quero enviar este postal. Onde posso comprar um selo?» Num museu: «Perdi-me do meu grupo. Pode indicar-me o balcão de informação?» Cada pedido identifica uma necessidade concreta.
Erro a evitar: Dar apenas o nome do objeto ou do lugar, sem explicar o que pretendes fazer.
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60. Expressar uma opinião e negociar uma escolha
Para dar uma opinião, apresenta uma preferência e uma razão simples. Numa decisão conjunta, ouve a proposta da outra pessoa e responde ao que ela disse. Podes concordar, discordar com cortesia ou propor uma solução que tenha em conta ambas as preferências, mantendo a conversa num assunto acessível.
Exemplo resolvido: «Prefiro visitar o jardim, porque podemos estar ao ar livre.» «Eu queria ver o museu.» «Podemos ir primeiro ao museu e depois ao jardim?» A última proposta combina as duas preferências.
Erro a evitar: Repetir a tua preferência sem responder à proposta ou à razão apresentada pela outra pessoa.
Referência: CIPLE - Centro de Avaliação de Português Língua Estrangeira
Fontes
Base documental:
- CIPLE - Centro de Avaliação de Português Língua Estrangeira
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